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Avanços no tratamento do câncer

Saúde e Bem-estar

O câncer apresenta-se de diversas formas, dificultando, assim, o surgimento de um tratamento realmente eficaz.
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O câncer é uma doença relacionada com o crescimento desordenado de células, que mata cerca de sete milhões de pessoas por ano. Existem mais de 100 tipos diferentes de câncer, que podem surgir em qualquer parte do corpo, sendo que os mais comuns são os de pulmão, mama, colorretal, estômago, fígado e esôfago. O câncer de pulmão lidera o ranking de maior número de mortes atualmente.

A grande variedade de tipos de câncer e os diversos sintomas que eles causam acabam dificultando o tratamento. Com o tempo, percebeu-se que muitos cânceres, que eram considerados como sendo de um tipo, na realidade eram tipos diferentes. Diante disso, um tratamento totalmente eficaz torna-se difícil.

Tradicionalmente, o tratamento dos diversos tipos de câncer baseia-se na quimioterapia, radioterapia, cirurgias e, quando atinge o sangue, no transplante de medula óssea.

A quimioterapia, um dos métodos mais conhecidos, baseia-se na utilização de medicamentos para atacar as células cancerosas. Geralmente a administração ocorre de forma intravenosa, entretanto pode ser feita por via oral, intramuscular, subcutânea, intracraneal e tópica. Os efeitos colaterais são os mais diversos, tais como perda de cabelo, enjoo, vômito, diarreia, feridas na boca, fraqueza e tonteiras. O paciente deve ficar atento caso surjam febres altas, manchas no corpo, ardência ao urinar, dores, sangramentos e dificuldades respiratórias, sendo que, nesses casos, é essencial procurar um médico.

Diante da grande quantidade de efeitos desagradáveis ocasionados pela quimioterapia, é grande o número de pesquisas para a fabricação de medicamentos que diminuam esses sintomas. Recentemente a ANVISA liberou um novo medicamento, que deverá ser vendido a partir de maio do 2014 no Brasil, que atua no tratamento de um tipo de câncer de mama chamado de HER2 positivo. O trastuzumabe entansina (T-DM1) não provoca queda de cabelo e, além disso, ocasiona menos efeitos colaterais quando comparado à quimioterapia e aumenta o tempo de sobrevida em 50%. Em virtude da baixa toxicidade, esse medicamento pode ser usado por um longo período de tempo.

A radioterapia, em vez de medicamentos, utiliza radiação para destruir os tumores ou reduzir o tamanho deles. A pessoa que se submete a esse tratamento geralmente apresenta cansaço, perda de apetite e irritações na pele. Esse tratamento pode ser empregado após a cirurgia e em conjunto à quimioterapia.

Além da quimioterapia e radioterapia, podem ser realizadas cirurgias com o intuito de remover o tumor. Em doenças do sangue, como a leucemia, pode ser necessário o transplante de medula óssea, que só é feito depois que o paciente apresenta resultados ruins diante de outros tratamentos, como a quimioterapia. Para o transplante, é necessário achar um doador compatível, que inicialmente é buscado dentro da família ou em um registro de doadores ao redor do mundo.

As vacinas contra o câncer ainda são um dos grandes desafios para os pesquisadores, sendo que ainda há um grande caminho a se percorrer até que se consiga produzir uma vacina realmente capaz de eliminar os tumores. O que temos hoje são algumas vacinas terapêuticas, que conseguem impedir o crescimento dos tumores, o que pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes e aumentar a expectativa de vida.

Diante da variedade de tipos de câncer e o número de mortes todo ano em decorrência da doença, as pesquisas sobre as formas de tratamento são constantes. Um estudo publicado em janeiro de 2014 na revista Science Translational Medicine demonstrou que é possível impedir a formação de tumores invasivos na mama através da injeção de RNA nas células cancerosas. Pesquisadores criaram uma molécula de RNA com o objetivo de desligar o gene que era indutor desse tipo de câncer (HoxA1). Esse estudo pode ser um grande avanço no que diz respeito ao tratamento de câncer de mama e, quem sabe, de outros tipos.

Percebemos, portanto, que as pesquisas para achar uma cura para a doença são frequentes e estão obtendo resultados cada vez mais promissores. Entretanto, muito ainda deve ser feito para que seja encontrada uma cura.


​Por Ma. Vanessa dos Santos

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