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Deus não tem assessores!

Religião

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Quem guiou o Espírito do Senhor? Ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho do entendimento? ISAIAS 40. 13-14

Para entendermos o papel de um assessor, basta olharmos para a vida de um político em atividade, o assessor é aquele que conversa, que ouve as petições do povo e as leva ao seu chefe, seja ele o vereador, prefeito ou presidente. O assessor é uma espécie de mediador entre o político e as pessoas; muito difícil é pedir alguma coisa a um político pessoalmente, salvo em época de eleições, assim sendo, o assessor torna-se um conselheiro, um orientador e na maioria dos casos é ele quem determina quais petições deverão ser atendidas. Essa é resumidamente a função de uma pessoa que assessora alguém.

A Bíblia, todavia, nos diz claramente através dos versículos acima citados que o nosso Deus não tem assessores e nem conselheiros, que não há ninguém tentando fazer a cabeça dele, ele é livre e sabe o que faz. O fato é que muitos pensam de modo contrário à palavra de Deus, acham que Deus necessita de “assessores”, de instrutores no juízo e na justiça. É grande o número de religiosos e líderes que creem que para que possamos receber alguma coisa do Senhor temos que conversar primeiro com um assessor, alguém que pensa exercer alguma influência sobre ELE. Segundo a concepção dessas pessoas, Deus tem muitos assessores, e tais assessores também têm uma vontade caprichosa. Para que a petição chegue até Deus, por exemplo, é necessário que se cumpra toda uma liturgia, um rito especial.

Sem falar ainda, que tais “mediadores” não são como clínicos gerais, não, eles obedecem a uma especificidade enorme, uns só devem ser solicitados quando a causa for realmente impossível, outros somente quando alguém deseja se casar, enfim, poderíamos preencher uma lista infindável com todas as suas especialidades, porque são muitas. Então, segundo alguns, não se deve sair pedindo coisas a qualquer “mediador”, tem que ser aquele que atua naquela área específica. Que complicação, que distorção da verdade.

Creio com base na Bíblia, que Deus se entristece ao ver que as pessoas podem conversar diretamente com ele e não o fazem, preferem crer em um mediador inexistente, em um conselheiro irreal e em uma fábula criada para iludir e desviar do caminho verdadeiro.

Daniel Alves de Almeida
Estudante de Ciências Contábeis - UNICENTRO/PR
Colunista - Brasil Escola

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