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O que é Sujeito?

O que é Português?

O sujeito é uma função sintática que indica a pessoa ou objeto sobre quem se declara algo. Além disso, pode ser determinado ou indeterminado.
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O sujeito compõe o chamado termo essencial da oração. Recebe essa classificação em razão de sua importância para o enunciado, embora, mesmo que contraditório, possam existir orações sem sujeito. Quando aparecem na oração, são chamados de determinados, quando estão escondidos, são classificados como indeterminados.

O sujeito pode ser formado por um ou dois núcleos. No primeiro caso, é classificado como sujeito simples; no segundo, como composto. O núcleo do sujeito (parte mais importante) pode ser representado por um pronome substantivo (substituto do nome), substantivo (palavra que nomeia os seres) ou palavra substantivada (embora não seja substantivo, no contexto em questão é classificada como tal). Acompanhe os exemplos:

  1. O menino chegou atrasado. (Núcleo: substantivo)

  2. Ele comeu todo o macarrão. (Núcleo: pronome substantivo)

  3. O cantar dos pássaros é uma dádiva de Deus. (Núcleo: palavra substantivada)

  4. A e a confiança devem ser inabaláveis. (Núcleo: substantivo + substantivo)

Na sintaxe de concordância verbal, o sujeito precisa estar em harmonia com o verbo, por isso, no exemplo 4, o verbo “devem” está na 3ª pessoa do plural, já que o sujeito é formado por dois núcleos, classificando-se como sujeito composto.

Às vezes, o sujeito é eliminado porque é facilmente reconhecido pela desinência verbal, sendo, por isso, classificado como desinencial. Algumas gramáticas ainda o classificam como oculto, por não aparecer explicitamente na oração, entretanto, entendê-lo como desinencial torna mais fácil a sua aprendizagem, já que basta analisar o verbo e esse “contará” quem é o sujeito. Veja alguns exemplos:

  1. Saímos apressadamente.

  2. Comi muita polenta ontem.

A desinência verbal, ou seja, o morfema (menor unidade com significado) que indica o número e a pessoa, demonstra que o sujeito 1 é “ nós”, enquanto o 2 é “eu”. Isso se torna lógico se for usado outro pronome ou mesmo substantivo; na hora, percebe-se que não faz sentido, portanto, a única possibilidade é a que o verbo define, ou seja, 1ª pessoa do plural e 1ª pessoa do singular, respectivamente.

Quando o sujeito não aparece na frase, ou por não poder ser determinado, ou por não querer determiná-lo, ele é classificado como indeterminado, sendo assim classificado em duas situações:

I. Quando não há sujeito expresso e o verbo encontra-se na 3ª pessoa do plural.

Compraram jabuticaba.

II. Quando o verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação aparece ao lado da partícula “se” – nesse caso, classificada como índice de indeterminação do sujeito. O verbo não sofre flexão, permanecendo na 3ª pessoa do singular.

Algumas orações não vão possuir sujeito, sendo, por isso, classificadas como orações sem sujeito. Para que recebam essa classificação, as orações precisam ter as seguintes características:

  1. Verbo indicando fenômeno da natureza:

Trovejou a noite toda.

  1. Verbo haver usado com o sentido de existir:

Houve manifestações em todo Brasil.

  1. Verbo fazer, estar e ser indicando tempo transcorrido ou fenômeno da natureza:

Faz 11 anos que me casei.

Está frio.

É cedo.


Por Mayra Pavan
Graduada em Letras

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