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O que são Cruzadas?

O que é História?

As cruzadas foram movimentos de caráter religioso que visaram à retomada dos lugares sagrados para os cristãos na Palestina.
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As cruzadas foram expedições militares organizadas por católicos da Europa Ocidental, com o objetivo inicial de reconquistar para o mundo cristão lugares sagrados, como o Santo Sepulcro, em Jerusalém, na Palestina. A região era local de peregrinação para católicos europeus. Entretanto, as peregrinações foram dificultadas após a conquista da região pelos turcos seljúcidas, que professavam a fé no islamismo. As cruzadas foram também uma luta de cristãos contra muçulmanos. Foram organizadas doze expedições cruzadistas.

O movimento das cruzadas iniciou-se em 1095, após o Concílio de Clermont, onde o papa Urbano II conclamou os cristãos a aderirem às cruzadas. Havia outros objetivos além da conquista dos lugares sagrados aos muçulmanos.

Os bizantinos há tempos pediam o apoio dos cristãos do Ocidente para conter o avanço dos muçulmanos turcos seljúcidas sobre seus territórios. Com esse apoio, a Igreja Católica poderia se reafirmar novamente no Oriente, buscando a unificação das duas igrejas cristãs após o Grande Cisma do Oriente, de 1054.

No plano interno ao continente europeu, havia os problemas sociais decorrentes do crescimento demográfico e do direito de progenitura. O crescimento demográfico dificultava a subsistência das famílias servis nos lotes de terra em que trabalhavam para os senhores. O direito de primogenitura, que havia se desenvolvido durante os séculos iniciais da Idade Média, impedia que os filhos dos senhores que não fossem os primogênitos tivessem direito a herdar as terras dos pais.

Nesse sentido, os membros da classe servil poderiam se deslocar para o Oriente e assim diminuírem os números de membros de uma família para serem alimentados, e os filhos da nobreza sem direito às terras poderiam conquistar novos lotes na Terra Santa, ou a caminho dela.

Além disso, havia o interesse dos comerciantes, principalmente italianos, na reabertura das rotas de comércio no Mar Mediterrâneo, que também estavam controladas pelos árabes muçulmanos. As cruzadas representavam para esse setor social de parte da Europa uma possibilidade de ganhos econômicos.

A Primeira Cruzada ocorreu entre 1096 e 1099, sendo conhecida também como Cruzada dos Nobres. Foi a única que conseguiu alcançar o objetivo de tomada de Jerusalém, o que ocorreu em 1099. Mas essa conquista não durou muito tempo. Em 1187, o sultão Saladino reconquistou a cidade. Para reagir à vitória muçulmana, foi organizada a Terceira Cruzada, entre 1189 e 1192. Essa cruzada ficou conhecida como Cruzada dos Reis, por dela terem participado Ricardo Coração de Leão, da Inglaterra; Felipe Augusto, da França; e Frederico I, o Braba-Ruiva, do Sacro Império Romano-Germânico.

Houve ainda cruzadas mais inusitadas. A Cruzada dos Mendigos, ocorrida em 1096, foi um movimento extraoficial, organizada por alguns líderes religiosos não pertencentes ao clero católico, como Pedro, o Eremita. Foi um movimento popular ligado ao misticismo da época, sendo ainda massacrado pelos turcos. Em 1212, houve a Cruzada das Crianças, uma ação também extraoficial organizada apenas com as crianças por essas supostamente deterem uma alma pura, contribuindo para a ajuda divina na luta contra os muçulmanos. Muitas crianças foram mortas e escravizadas no Norte da África.

A Quarta Cruzada foi um exemplo de que o objetivo religioso não era o principal, apesar de ser o argumento utilizado para fundamentar a ação. Ocorrida entre 1202 e 1204, foi comandada por comerciantes venezianos que conseguiram tomar a cidade de Constantinopla dos bizantinos, criando o Reino Latino de Constantinopla. Com essas medidas, os venezianos e genoveses, principalmente, passaram a controlar as rotas comerciais no Mediterrâneo. Apesar de Constantinopla ser retomada pelos bizantinos em 1261, a abertura das rotas comerciais se manteve, contribuindo para o desenvolvimento comercial europeu, com a união novamente de Ocidente e Oriente, além de criar as bases para o desenvolvimento do capitalismo.


Por Me. Tales Pinto

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