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O que é Biocombustível?

O que é Geografia?

O biocombustível surgiu como uma alternativa econômica e ambiental aos combustíveis fósseis.
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Os Biocombustíveis são fontes de energia consideradas alternativas, por serem de caráter renovável e apresentarem baixos índices de emissão de poluentes para a atmosfera. Em geral, essas fontes de energia costumam ser produzidas a partir de produtos agrícolas ou vegetais, como a cana-de-açúcar, o milho, a mamona, entre outras matérias-primas.

Os principais tipos de biocombustíveis atualmente utilizados são o etanol e o biodiesel. Costumam ser utilizados tanto para a locomoção de veículos quanto para a geração de energia (através de geradores, por exemplo).

Etanol

Pesquisas relacionadas ao uso de Álcool (etanol) ocorrem desde meados do século XX, no entanto a sua produção iniciou-se de maneira decisiva a partir da década de 1970, com a chamada Crise do Petróleo. Com isso, o mundo passou a buscar por outras fontes de energia que fizessem uma alternativa à extrema dependência dos combustíveis fósseis.

No Brasil, durante esse período, foi elaborado o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) para reduzir os prejuízos econômicos causados pelo alto preço do barril de Petróleo no mercado internacional. Apesar do relativo sucesso, o novo combustível sofria críticas sobre a baixa eficiência, sobretudo dos automóveis, na utilização dos produtos. Além disso, a tecnologia automotiva existente na época não era capaz de lidar com o etanol sem causar danos corrosivos aos motores, carburadores e demais peças dos veículos que o utilizavam.

A partir do início da década de 2000, os projetos de pesquisa sobre a produção de etanol foram novamente intensificados. Os avanços tecnológicos que permitiram a criação dos motores flex, que aceitavam tanto o álcool quanto gasolina, contribuíram para a consolidação da produção do álcool no país. Assim, o consumo de etanol, pela primeira vez, ultrapassou o de petróleo e tornou o Brasil um dos líderes mundiais de produção e exportação do produto.

A fabricação desse combustível acontece, principalmente, a partir da cana-de-açúcar. Tal escolha deve-se, principalmente, à viabilidade do seu plantio, além de atender a interesses econômicos dos grandes produtores nacionais. Apesar disso, o Brasil também é um dos líderes em pesquisas de fontes alternativas de produção de álcool como forma de combustível.

Biodiesel

Enquanto o etanol é utilizado para veículos e equipamentos de motores leves, o Biodiesel é um biocombustível utilizado para caminhões e ônibus. Sua produção e consumo no Brasil avançaram com a criação do Plano Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), no ano de 2004. Além do Brasil, outras potências mundiais na produção dessa fonte de energia são: Alemanha e Estados Unidos, seguidos por Argentina, França, Japão e alguns outros países.

A sua fabricação ocorre a partir da transformação de óleos vegetais e gorduras, sendo considerado, assim, uma fonte de energia renovável e com baixos índices de poluição.

Assim como o etanol visa à substituição da gasolina, o biodiesel é utilizado para substituir o diesel comum que é produzido a partir do petróleo. Com isso, o biodiesel foi incorporado ao diesel a partir de 2004, até que, em 2008, tornou-se obrigatória a sua inclusão ao diesel na proporção de 2%, que passou para 5% a partir de 2010.

Críticas aos biocombustíveis

Apesar de serem adotados, principalmente, para resolver questões de caráter econômico, os biocombustíveis também são considerados importantes alternativas ecológicas para combater a emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa, principalmente o CO2. No caso do etanol, por exemplo, as estimativas apontam que todo o Dióxido de Carbono produzido em sua queima é absorvido durante a produção de suas matérias-primas, o que contribuiria para a redução dos efeitos negativos dessa substância na atmosfera.

No entanto, existem aqueles que advogam a ideia de que os biocombustíveis não sejam uma fonte de energia tão limpa como muitos imaginam.

Em primeiro lugar, cientistas apontam que, apesar de conter a emissão de CO2 na atmosfera, os biocombustíveis estariam relacionados com a emissão de outros tipos de gases poluentes, como dióxido de enxofre (SO2), Nitrogênio (N2), Fósforo (P4), entre outros. A consequência seria a ocorrência de alguns danos ambientais, com destaque para o aumento das chuvas ácidas.

Outra crítica comumente direcionada aos biocombustíveis refere-se à produção de suas matérias-primas. A exemplo do que acontece no Brasil, grandes áreas de cultivo são destinadas para a produção de cana-de-açúcar, o que pode trazer danos ambientais e econômicos. No que tange aos problemas ambientais, há o desmatamento de grandes faixas florestais para a agricultura dessa matéria-prima. Já no plano econômico, muitos produtores direcionam o cultivo para atender a produção do etanol e deixam de cultivar outros produtos, encarecendo-os.

Além disso, os críticos afirmam que a produção de cana-de-açúcar no país é geralmente realizada por grandes latifundiários, o que contribui para o aumento do processo de concentração fundiária.

Latifúndio destinado à produção de cana-de-açúcar
Latifúndio destinado à produção de cana-de-açúcar

Com isso, podemos observar que existem prós e contras no que se refere à utilização dos biocombustíveis tanto no Brasil como no Mundo. No entanto, parece ser consenso entre

as partes de que é necessário reduzir a dependência sobre a produção de petróleo em nível internacional, tanto por critérios econômicos quanto por critérios ecológicos.


Por Me. Rodolfo Alves Pena

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