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Radiotelescópios

Física

Os radiotelescópios funcionam a partir da detecção de ondas eletromagnéticas vindas de corpos celestes que compõem o universo.
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Os radiotelescópios são instrumentos utilizados para a investigação de corpos celestes, pois captam ondas eletromagnéticas que estão fora do intervalo visível. A aparência desses importantes instrumentos lembra as antenas parabólicas ainda presentes em alguns lugares, e o princípio de funcionamento é exatamente o mesmo.


Diferença entre radiotelescópio e telescópio óptico

A diferença entre esses dois importantíssimos instrumentos utilizados em Astronomia está essencialmente no tipo de onda captada. Enquanto telescópios ópticos formam imagens somente a partir da luz visível, os radiotelescópios podem determinar as características de um corpo celeste a partir de ondas de rádio, raios x, luz infravermelha etc.

O resultado imediato da captação das ondas por um telescópio óptico são as imagens do objeto observado. Em um radiotelescópio, inicialmente, obtém-se o fluxo de radiação eletromagnética emitida dentro de um intervalo de tempo determinado; depois, com a ajuda de computadores, pode-se criar a imagem do objeto sob observação.

Funcionamento

A estrutura de um radiotelescópio lembra as antigas antenas parabólicas utilizadas para a captação de sinais televisivos. O dispositivo é formado por um prato côncavo que focaliza as ondas eletromagnéticas recebidas em um ponto único, onde é colocado um receptor extremamente sensível à radiação. Os sinais captados são amplificados e armazenados na memória de um computador, que faz as análises e fornece os resultados.

Um radiotelescópio só funciona porque corpos celestes como estrelas, galáxias, nebulosas, entre outros, emitem radiação eletromagnética de forma natural.

O radiotelescópio do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, é um dos maiores do mundo *
O radiotelescópio do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, é um dos maiores do mundo *

O maior radiotelescópio em funcionamento no mundo foi inaugurado pela China em setembro de 2016. Com uma antena formada com 4.450 painéis e meio quilômetro de diâmetro, o projeto de 180 milhões de dólares pretende desenvolver pesquisas a respeito da formação do universo e procurar vida extraterrestre.

Brasil

Um projeto desenvolvido por um consórcio internacional formado por pesquisadores do Brasil, Reino Unido, Suíça e Uruguai tem por objetivo a construção de um radiotelescópio que medirá as oscilações acústicas de Bárions com a intenção de investigar a chamada energia escura, elemento desconhecido que compõe 70% do universo. As oscilações de Bárions são utilizadas na compreensão dos processos de formação de aglomerados de galáxias, na medição da expansão do universo e na determinação da quantidade de matéria escura.

Esse radiotelescópio será construído no Uruguai em razão do posicionamento geográfico estratégico. O projeto será executado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e terá como responsável pela coordenação do lado brasileiro o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).

O maior radiotelescópio do Brasil fica localizado em Itapetinga–SP. O Rádio Observatório de Itapetinga (ROI) iniciou suas atividades no início dos anos 70 com um radiotelescópio de 1,2 m de diâmetro. Em 1974, um radiotelescópio com 14 m de diâmetro foi inaugurado. Esse instrumento foi projetado para operar em radiofrequências de até 100 GHz. Atualmente, o INPE é o responsável pela operação do ROI.

Sinal wow!

Em agosto de 1977, o cientista Jerry Ehman observou um estranho sinal detectado pelo radiotelescópio Big Ear. Perplexo com as inéditas medidas, Ehman escreveu a interjeição wow! ao lado dos valores indicados pelo radiotelescópio, por isso, esse estranho sinal possui esse nome.

Com origem na constelação de Sagitário, o sinal wow! durou 72 s e até hoje intriga os cientistas em relação à sua real origem. Depois da detecção, outros radiotelescópios foram apontados para a constelação de sagitário, mas, até então, nada parecido com o wow! foi captado.

* Créditos da imagem: Brian Plrwin / Shutterstock


Por Joab Silas
Graduado em Física

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