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Patrimônio e as aplicações sociais

Economia e Finanças

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Há necessidade de reflexão do empresário sobre o aumento da capacidade funcional do patrimônio da célula social e as aplicações no entorno social.

Toda empresa tem função social. Ela se relaciona com o entorno. Há inteiração constante entre a organização e o ambiente onde ela está inserida e influencia a comunidade como recebe influência dessa sociedade. Isso é axiomático. Essa matéria não é nova, pois Schmalenbach, expoente da doutrina Reditualista, na Alemanha, expressou sua preocupação com o social e as pressões do ambiente externo que é seu entorno. Também, Rudolf Dietrich do Aziendalismo ensinava que a ¨Azienda devia estar a serviço da sociedade produzindo emprego, contribuindo para o fortalecimento do estado e assim, sob essa ótica, deveria ser estudada.¨ (Ver História das doutrinas da contabilidade, Prof. Lopes de Sá, pg, 94, Atlas, 1997).

Observamos, ultimamente, que a crise financeira americana tem influenciado o patrimônio da célula social no Brasil e no exterior, criando sérios problemas à empresa, diminuindo sua capacidade funcional, como também na economicidade, isto é em sua sobrevivência e, assim, criando problemas sociais pelo desemprego. Em meu livro Patrimônio e as influências ambientais, Reas, Três de Maio, 2003, tratei sobre a influência ambiental exógena e, mais uma vez, se comprova a importância da pesquisa e reflexão sobre a influência externa sobre o patrimônio da empresa.

Quando há diminuição da capacidade funcional do patrimônio há prejuízo social e quando há prosperidade patrimonial há benefício social. O desejável é que haja eficácia na dinâmica patrimonial e que a empresa cresça e possa aplicar recursos no social, beneficiando, assim, a comunidade. As aplicações são possíveis quando o patrimônio da célula social tem prosperidade patrimonial, isto é, quando há aumento da capacidade funcional do capital. O aumento patrimonial por reajuste monetário não é prosperidade do patrimônio. O importante é que o capital cresça pela inteiração harmônica e eficácia em todos os sistemas da Liquidez, da Resultabilidade, da Produtividade, da Elasticidade, da Invulnerabilidade, da Estabilidade, da Economicidade e da Socialidade. Quando isso ocorre, na célula social, há possibilidade de aplicações sociais. O fundamental é que a avaliação patrimonial seja, como ensina o neopatrimonialismo contábil, pela ¨capacidade funcional¨, ou seja, a que se traduz pela ¨eficácia¨. A avaliação deve seguir o caminho da ciência que é objetiva e procura a verdade e pela verdade é que se consegue avaliar a prosperidade patrimonial da célula social e suas aplicações no entorno.

Há “n” problemas sociais que a empresa pode auxiliar em suas possíveis soluções quando há prosperidade do capital. Sobre esta matéria abre-se um campo de pesquisa e reflexões sem limites sobre a correlação dos sistemas de funções com as relações sociais, mesclando, assim, o contábil, o administrativo e o social. Cada vez mais os interesses sociais passam a ser objeto de estudos da ciência contábil e neles se associam os fatores humanos e do entorno como agentes transformadores e agregáveis e, assim, a ciência contábil é responsável pela prosperidade da comunidade.

Sabe-se, hoje, que o cliente é um fator humano fundamental à empresa e que observa a organização que tem preocupação na solução dos problemas do entorno. Em meu artigo Conhecimento: um ativo imaterial, mencionei uma citação do Skyrme, o cliente como um ativo intangível na empresa. (Ver: Ativo intelectual e capital humano, pg. 12, Reas, Três de Maio, Nov/2002).

O empresário deve preocupar-se com as questões internas da empresa, mas também com o entorno e não esquecer que as influências ambientais exógenas pressionam o patrimônio constantemente e podem levar a organização ao crescimento, estagnação e à falência e para que se possa aplicar no social é necessário que a empresa tenha sua capacidade funcional voltada à eficácia e, assim, contribuir para o bem estar da humanidade.

Por Werno Herckert*
Contador e Colunista Brasil Escola

*Membro da Academia Brasileira de Ciências Contábeis.
Membro da Associação Científica Internacional do Neopatrimonialismo.

Brasil Escola - Economia e Finanças

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